{"id":282,"date":"2018-08-24T10:29:23","date_gmt":"2018-08-24T13:29:23","guid":{"rendered":"http:\/\/textopronto.com.br\/wordpress\/?p=282"},"modified":"2018-08-24T10:29:23","modified_gmt":"2018-08-24T13:29:23","slug":"bilinguismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/textopronto.com.br\/wordpress\/2018\/08\/24\/bilinguismo\/","title":{"rendered":"Bilinguismo"},"content":{"rendered":"<p>\t\t\tFala-se muito sobre educa\u00e7\u00e3o bil\u00edngue no Brasil, mas na maioria dos col\u00e9gios ditos bil\u00edngues se ensinam tr\u00eas idiomas, o nativo, o ingl\u00eas e o espanhol. E at\u00e9 poucos anos atr\u00e1s tamb\u00e9m se ensinava o franc\u00eas.<br \/>\n\t\t\tDa maneira que s\u00e3o ensinados os idiomas no nosso pa\u00eds, na realidade se ensina uma salada de palavras associadas a diversas imagens que se superp\u00f5em entre si. Vou explicar, utilizando uma met\u00e1fora de compara\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro de nossos estudantes com computadores.<br \/>\n\t\t\tOs computadores foram projetados \u00e0 nossa imagem e semelhan\u00e7a, como instrumentos bin\u00e1rios de processamento de informa\u00e7\u00f5es, ou seja, similares a n\u00f3s. Pouco a pouco a IA (intelig\u00eancia artificial) vai aprendendo a combinar e associar as informa\u00e7\u00f5es obtidas de uma maneira l\u00f3gica e funcional, ou seja, exercer o racioc\u00ednio.<br \/>\n\t\t\tQuando ensinamos idiomas devemos entender que estamos ensinando imagens associadas a palavras e sons. Caso ensinemos em portugu\u00eas uma imagem associada a uma palavra e a um som, sem utilizar o racioc\u00ednio, quando ensinemos uma palavra em outro idioma que se refira \u00e0 mesma imagem, mas com outro som, estaremos ocupando muita mem\u00f3ria RAM (processamento de informa\u00e7\u00f5es), no caso dos seres humanos (capacidade de racioc\u00ednio).<br \/>\n\t\t\tCaso tenhamos lido ou consultado dicion\u00e1rios de portugu\u00eas, espanhol e ingl\u00eas na nossa vida acad\u00eamica, temos observado a enorme quantidade de palavras que existem nas tr\u00eas l\u00ednguas, muitas vezes exatamente iguais em sua escrita como no seu significado, outras muitas que permitem serem reconhecidas na escrita e que somente diferem em sua pronuncia, assim como v\u00e1rias que por simples dedu\u00e7\u00e3o podemos reconhecer.<br \/>\n\t\t\tNos programas de estudo nas escolas atuais, pelo menos nas que conhe\u00e7o os programas de estudo de portugu\u00eas, espanhol e ingl\u00eas s\u00e3o compartimentos estancos. N\u00e3o se comunicam entre si, \u00e9 como se nossos estudantes tivessem que processar o portugu\u00eas numa linguagem Java, o espanhol na linguagem C e o ingl\u00eas na linguagem Python. Ainda no caso que se utilizasse a mesma linguagem, os programas de ensino tratam os idiomas como se fossem coisas estranhas entre si, quando na realidade s\u00e3o complementares. Imaginem aprender f\u00edsica sem saber matem\u00e1tica, ou que estes programas n\u00e3o fossem complement\u00e1rios, seria um desastre.<br \/>\n\t\t\tCaso tiv\u00e9ssemos que armazenar informa\u00e7\u00f5es de gram\u00e1tica de tr\u00eas idiomas diferentes, ter\u00edamos que ocupar muito espa\u00e7o de mem\u00f3ria residente assim como da mem\u00f3ria RAM. Como isto \u00e9 poss\u00edvel? Se o conceito de adjetivo ou adv\u00e9rbio estiver bem explicado em qualquer um dos tr\u00eas idiomas que o aluno est\u00e1 aprendendo, quando chegue o momento de aprender a mesma palavra ou conceito em outro idioma \u00e9 somente adicionar uma palavra nova a imagem j\u00e1 arquivada, mas se essa palavra ou conceito n\u00e3o est\u00e1 corretamente arquivado o aluno ter\u00e1 que abrir uma nova pasta ou arquivo para guardar essa nova informa\u00e7\u00e3o.<br \/>\n\t\t\tQuando um programa de estudo de portugu\u00eas, espanhol e ingl\u00eas numa escola seja planejado e estruturado como disciplinas interligadas, uma estar\u00e1 ajudando \u00e0 outra e ser\u00e3o necess\u00e1rias menos horas de estudo. Os conceitos b\u00e1sicos da gram\u00e1tica seria um tipo de aula, a fon\u00e9tica outra, leitura e vocabul\u00e1rio outra. O \u00fanico problema \u00e9 que seriam necess\u00e1rios professores tril\u00edngues, ou professores que tivessem conhecimento nas outras l\u00ednguas num bom n\u00edvel para que pudessem entrela\u00e7ar os programas corretamente.<br \/>\n\t\t\tMuito tem que ser feito e muito a ser comentado, mas honestamente acredito que somente se chegar\u00e1 a um verdadeiro ensino de bilinguismo atrav\u00e9s de um caminho que contemple sen\u00e3o todas, algumas das ideias aqui esbo\u00e7adas.<\/p>\n<p>Boa semana<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fala-se muito sobre educa\u00e7\u00e3o bil\u00edngue no Brasil, mas na maioria dos col\u00e9gios ditos bil\u00edngues se ensinam tr\u00eas idiomas, o nativo, o ingl\u00eas e o espanhol. E at\u00e9 poucos anos atr\u00e1s tamb\u00e9m se ensinava o franc\u00eas. 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