O tempo

Não sei se é verdade, pois recebi via Internet fonte de todas as informações nestes dias, mas não todas confiáveis. Até existem cursos que ensinam como separar as informações certas das erradas. Já a Bíblia dizia 2.000 anos atrás que devemos separar o joio do trigo. De qualquer forma gostei da mensagem que recebi e se não é verídica a partir de agora a declaro verdadeira. Dizem que Galileu Galilei, já com uma idade avançada, lhe foi perguntado quantos anos tinha. Ele prontamente respondeu, entre oito ou dez. Surpreso o autor da pergunta lhe questionou a quantia, ao que o ilustre cientista retrucou: Meu filho, realmente tenho oito ou dez anos para viver, os que já vivi estão no passado, já os gastei, os usei. Agora devo ter cuidado com os poucos que me restam.
Isto me fez lembrar da Teoria da Relatividade e de seu autor que além de cientista era filósofo, já que assim deve chamar-se a quem é capaz de fazer uma afirmação como a que segue: Triste época que vivemos, na qual é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito. O tempo vai mudando os preconceitos, vão evoluindo como a espécie humana, se o que estamos fazendo é evoluir, muitas vezes penso que fazemos o contrário, estamos voltando a sermos animais, se somos partidários da Teoria Darwiniana. No caso que sejamos da turma da Criação, estamos caminhando a ser lama de novo. Do jeito que ultimamente tenho visto pessoas chafurdar no lodo acredito que o fim dos tempos não está tão longe.
No entanto quero falar da relatividade do tempo. Dou aulas em dois colégios, um fica a 11 quilômetros da minha residência, o outro à 30. Levo um pouco mais de uma hora entre a ida e a volta ao primeiro; quase o mesmo tempo para ir e retornar do segundo. Tem aulas que passam em poucos minutos, e outras que parecem horas, apesar que as duas duram 50 minutos. Imagino que todos vocês têm participado de cursos de atualização em cada uma de suas profissões, em algumas realmente aprendemos e passam voando, outras dá impressão que querem demonstrar que medicamentos para dormir não são mais necessários.
O tempo também é muito diferente para quem está esperando e para quem está chegando. Há pessoas que deixam deslizar o tempo entre os dedos como se fosse areia. Outras tomam conta dele como avarentos de suas moedas. O tempo na realidade é o soberano, para ele não há limites de hora ou pausas. O único tempo que temos e controlamos é o momento que estamos vivendo. Muitos o desperdiçam com emoções como mal humor, tristeza, desânimo, depressões, mentiras e preocupados com a vida dos outros. Aqueles que conseguiram fazer um pacto com o tempo, tentam rir, acariciar, orar pela felicidade dos seus, transmitir o pouco que sabem e aprender. Minha mãe sempre dizia que quando aprendemos tudo o que precisamos sobre a vida é o momento de partir. Somente espero que esta vida seja o vestibular do espírito.
Querem saber? Estar sempre prontos para aprender é um grande ato de humildade. Pensar que se sabe pode ser um ato de ignorância mor.

Boa semana.

8 Comments

  1. Professor, ao falarmos sobre o “tempo” somos levados como folhas ao vento sem destino face as suas múltiplas definições. Acrescentando ao tema de sua crônica, temos o significado do tempo que é a duração dos fatos, é o que determina os momentos, os períodos, as épocas, as horas, os dias, as semanas, os séculos etc, muitas são suas definições. No seu conceito, do latim tempus, a palavra tempo é a grandeza física que permite medir a duração ou a separação das coisas mutáveis sujeitas a alterações. Circunstância oportuna para que alguma coisa seja realizada e até parte da vida que se difere das demais, o tempo da velhice. Enfim, o tempo define o começo, meio e fim de tudo na vida. Forte abraço.

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